quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Viverás


Cresci vendo,
Vivendo
Vi e vendo as cores do arco-iris
Em que vivemos
Vi e vemos as estações
Desbrotando feito girassol
E dia após dia viveremos
Vi e veremos novas previsões
Do fim dos tempos.
Vi e ver colorido é preciso
Que no final, o viver cinzento
Quem vê, não é você.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Platéia.

  Se eu pudesse, todo dia escreveria uma história (de minha autoria ou não) que transformasse nomes e realidades em ficção. Escreveria em folhas brancas de um caderno velho sobre minhas ilusões e desilusões, mas não, não quero me sentir como um moço com o cabelo grande, com barba no rosto e de óculos com a lente circular sentado frente à uma maquina de escrever, digitando minhas impressões cativantes e insensíveis que nunca terão um fim - ou nunca tiveram um inicio - pra ninguém ler.
  Prefiro guardar meus pensamentos matinais em sorrisos espontâneos que deixam qualquer um curioso e na dúvida, se é de felicidade ou imprudência da minha parte. Não sendo egoísmo nem falta de tempo, é que não tenho paciência para qualquer ciclano que só diz "Bom dia" ou um "Oi" subindo a escadaria, tente navegar sem um barco a vela pelo mar bravo que se forma aqui dentro.
  Faço do meu escrever a minha sina, quando acontece sem querer. Se é sem querer, é sempre inocente... Deixo aqui, uma porta entreaberta para os que quiserem bisbilhotar meus impulsos inconsequentes, que abrem a minha mente para um universo que é meu. Caberá a quem conseguir aproveitar o show aplaudir (ou não), mas que seja honesto com o que faz sempre. Paz.

domingo, 18 de novembro de 2012

Três frases, três palavras


Do chuveiro
Para uma caixa de cotonetes
No verso
Três frases refletem

Toda poesia é um desabafo
Toda arte é um intervalo
Entre a realidade e o insensato 

Do lado da cama, um caderno
À lápis, muitas linhas
Percebe-se ali, um desabafo
Antes de um sono entardecido
Percebe-se ali, um paraíso.

Cama, edredom e travesseiro

Um conjunto perfeito
Num domingo qualquer
De céu azul e noite sem conceito.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O que se obtém de ontem

Sempre briguei
Sempre xinguei
Mas quis bem
Dependendo de quem

Os rolés divertidos
Porventura esquecidos
Porém, proibidos
Para os pais e inimigos

Só alegria
Nada afligia
A gente mal sabia
Que um dia terminaria

De ontem,
Fotos e lembranças
Investem
Em esperanças

Alguns aturei
Outros aturaram
Ou aturam
Pouco importei

Passado o tempo,
A falta que faz
Apesar que, jaz
Não vamos parar no convento

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ser importado

O ser quer ter
Inventa jeito
O ser quer ser
Adquire respeito.

Quis ter asas
14-bis decolava
Precisava de morada
Construiu casas.

Explorou o mar.

No fundo,
A mergulhar
Na superfície,
A navegar.

Invenções de lá
Expandindo pra cá
Navios de madeira
Chegaram à beira.

O ser quer saber
Explora matérias
O ser quer aprender
Obtém idéias.

Mudança.

Então, vou ser breve.
Ultimamente tenho postado minhas 'coisinhas' no tumblr, e mandado sempre para alguns amigos selecionados. Agora, resolvi mudar para o blog clássico porque acho mais prático, e da para as pessoas que não possuem conta no Blogger comentar as postagens e tal. Pretendo continuar publicando aqui as idéias e contra-idéias que tenho algumas vezes.
Deve estar se perguntando o porquê de tal nome. É a junção da palavra tato e grafia. Ambas se completam de forma lúdica e fazem sentido. Tato para pegar o lápis, lápis para grafar. Que é o que eu mais tenho feito espontaneamente.
No mais, o tumblr vai continuar ativo, quem quiser ler postagens antigas, pode ir lá dar uma conferidinha. ;D