quarta-feira, 20 de novembro de 2013

all star!

   Não quero ter que um dia dizer "resolvi casar", e essa frase vir acompanhada de arrependimento, de tudo o que queria ter feito. Não quero uma vida dependente da minha, mesmo que por acidente. Quero conquistar - e não roubar- cada estrela que apareça, até a cadente, antes que me esqueça.
   Tenho um certo afeto com as pessoas que me rodeiam, mas cada uma resplandece diferente.
Aqui dentro há uma gula de poder ser hóspede de novas constelações, desde que estas sejam um hospício num universo paralelo.Se estiverem alinhadas com o signo que não acredito, sentirei honrada.
   Mas é reconhecido que há algo fora de mim impedindo de ser conduzida pelo maquinista estelar. O impulso se torna minha prisão, resta a mim, resignar-me desta situação.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

14:23

Chego a ter nós na garganta.
Como se me tirassem a manta.
Nós de confusão.
Que já não são mais por atração.

Conclui que a insanidade é um feitiço.
Adquirida pelos dispostos à viver uma ilusão.
Ilusão de liberdade no cortiço.
E desmonta a mente no ponto de fusão.

Vê lá que é da vida se prender.
O horizonte parece espairecer.
Faz pensar, lembrar e esquecer.
O que pode enlouquecer.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sob pressão, de pressão.

Sabe quando você quer desistir de tudo?
Mudar as amizades,
Descobrir novos ares,
Mudar de escola,
Não tirar o coelho da cartola.
Sei lá, gerar discordia!

Pra que fingir que tá tudo bem?
Se isso já não me deixa mais zen?
Talvez a pressa,
Que compressa com cautela

Sabe quando você quer desistir de tudo?
Pular o muro
Talvez não seja seguro
Pro meu ciúme imaturo.

Sabe quando você quer desistir de tudo?
Discordar do mundo
Sair dando bicudo
Parar de respirar por infinitos segundos.

Quando penso em desistir
A alma afasta e o ego controla
Controla essa bola confusa que tá na caixola
Esquece a solidariedade e abre pro egoísmo.
Mas que cinismo!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bloco de ferro.

Ô trocadora!
Fala pro motorista que eu fiz um texto pra ele, mas o bloco de notas do meu celular não salvou! :(
E que enquanto ele dava ré pra estacionar o ônibus na rodoviária eu estava inspirada.
Sai pela rua cabisbaixa digitando no celular que nem uma louca.
Mas que quando cheguei na praça, tive que parar pra atravessar a rua, e esqueci de salvar.
Fala pra ele, que não era nada demais, era só o que eu percebi naqueles minutos em que desci do onibus.
E que eu sei que por causa das reformas na MG-30, ele não tem culpa nenhuma em me fazer descer o morro do Bicame quase correndo e ficar puta quando ele atrasa aqueles benditos 5 minutos, ou mais, dependendo do dia.
Pergunta, se ele percebeu que eu costumo sentar no mesmo lugar "altinho" do lado direito todos os dias, e que quando tem gente sentada lá, nãome contento em sentar nos baixos mesmo.
Fala pra ele que, mesmo nessa monotonia que tenho de sentar no mesmo lugar, reparo todo o cenário que ele percorre. Dentre às lojas até os papeis de bala no chão.
E que, mesmo estando com fone de ouvido todos os dias, ainda consigo escutar o funk que a galera do fundo coloca. E sei que não adianta fazer cara feia porquê eles nunca desconfiam.
(Mas geralmente, isso acontece nas sextas-feiras no ônibus das 20:40.)
E fala pra ele que eu já decorei onde as pessoas que estão no onibus todos os dias descem, e as que entram também.
E por fim, me desculpe pela minha cara fechada, trocadora.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Correspondência

Imagens, musicas e cheiros.
Aparecem como receios
Recordando com cuidado
Daquele lugar mágico, estrelado

No topo da cidade,
Descarnavalizou a atrocidade
Diante a positividade
Que emana a naturalidade.

As formigas presenciaram
Tamanha sinceridade
As estrelas iluminaram
O palco improvisado
Pela diferença de idade.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Crise

Seja humilde
Seja amável 
Seja o caralho a quatro
Seja porra nenhuma
Seja o "x" da questão
Seja esperto
Seja bobo
Seja feliz
Seja quem diz
Seja o ajudante
Seja paciente
Seja viajante
Seja o que ser, não ligue pra quem não ver. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

10crição

Desinteresse, desespero, desapego.
Palavras que não merecem o valor da primeira sílaba. 10.
10anos
10dias
10notas
10vidas
10paixões
10ilusões
Número perfeito. Imperfeito para os três supostos sentimentos aflitos.
Número completo. Tais palavras passam frieza, pobreza de espírito.

terça-feira, 7 de maio de 2013

sou.


A emergência cura a dor pela agilidade.
Meias palavras não geram vontade.
Para mim, de você, só metade faz parte.
Enquanto o incompleto se faz proximidade.

Construindo o monólogo por querer.
O monossílabo tônico se desfaz no mal-me-quer.
Exclui o sou. Exclama os nós.
Entrelaçados, do fundo e bem alto.

Não sendo só. Mas só em conjunto.
Dois sós não é solidão.
Dois nós é multidão.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

To be continued..


    Meu ano começa hoje, como um Réveillon que é meu. Primeiro dos meus últimos 365 dias na menoridade. Serão aproveitados com sentimentos bons guardados na “caixinha do nada” que, por menor que seja, têm sempre um cantinho reservado para mais algum que de repente, apareça por ai para preenchê-la e esvaziá-la novamente.
    Para os próximos dias, espero que sejam de alegrias e tristezas. Que as alegrias sejam inquebrantáveis e que as tristezas sirvam de aprendizado e sejam rápidas e passageiras como o tempo.
    Quando falo que o tempo é passageiro, é porquê não o vi passar. Outro dia era filha unica, mimada, chata, emburrada –até hoje-, tudo pra mim. Hoje, divido meus orgulhos com mais duas lindas princesinhas. E isso me fez crescer nos últimos 3 anos. 
    Às amizades, só tenho a agradecer. As de longa data principalmente. Cresceram comigo, me ensinaram coisas certas e erradas e aprenderam comigo também, claro. Às novas, agradeço por se adequarem –ou não - ao meu jeito nervoso e estressado às vezes. E às que se afastaram, agradeço também de coração, vieram e fizeram sua parte. Trago aqui um pedacinho de cada um que cruzou o meu caminho. Vai ver, são vocês que tornam o meu “eu” assim.
    Sendo meio clichê, vou dizer que aproveitarei estes próximos 365 dias como se fossem os últimos da minha vida. E serão. Da minha vida de não-liberdade. Quem estiver lendo, pode até pensar que é crisezinha de adolescente, porquê realmente é. Pô! Quem nunca ficou ansioso pra fazer 18 anos? Cada um tem seus motivos. Mas enquanto estou aqui presa nos 17, vou aproveitar o máximo que der! Por ter a sensação que depois de lá  vou querer voltar.

"Hoje eu vou ver a vida, viver grandes amores
Mosaicos, malabares, perfumes, sabores
Saltar das cachoeiras, vestir um pano liso
Viver com o necessário e não mais que o preciso."
Forfun - Suave

To be continued in 12/04/2014

terça-feira, 9 de abril de 2013

Que se adeque.

Toma jeito, moleque!
Vê se não se esquece
Dos meus conselhos sem prece
Se não ajudar, entristece.

Toma jeito, moleque!
Olha o modo que escreve
Assim o português entra em greve
De tanto que enlouquece.

Toma jeito, moleque!
Um dia 'cê' vai lembrar
Que eu tentei ajudar
E talvez venha a mudar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pra não dizer que não falei das flores.


Rosas sendo colhidas dos jardins
Jardins descolorindo
Floriculturas coloridas
Por rosas e tulipas.

Março ou maio vem vindo
As floriculturas descolorindo.
O destino das flores é outro lugar
Um cantinho novo para alegrar.

Sim. Em março de todas,
Em maio especialmente das mães.
Rosas significando vaidade
E as tulipas.. Felicidade!

Felicidade estampada no sorriso
Sorriso de quem for privilegiada é o paraíso.
Paraíso para os românticos.
Para os que lembram desses dias específicos.

Nosso dia é todo dia.
E ninguém ousa contrariar.
Somos dona do mundo, a maioria.
Assim como as flores, só trazemos alegria.

Meninas, moças, mulheres, donas.
Margaridas, girassóis, rosas, beladonas.
Enfeitam qualquer lugar trazendo harmonia.

terça-feira, 5 de março de 2013

Das águas.


Chuva com cheiro de terra molhada
Que abre Março ensolarado
Fecha a tarde lavando a alma.

Da janela, o tempo.
Tempo bom, fiascos do céu azul
Entre as nuvens gotejando atento.

Chuva que um dia fez "tec".
Hoje faz poças d'água no asfalto
Poças com barquinhos de papel.
Cada um, com uma palavra do céu:
Amor, esperança, perseverança, paz.
Chuva que balança as árvores e medo não faz.

Ainda é dia.
Chuva da noite agoniza.
Trovões e relâmpagos disfarçam a brisa.
Brisa de quem vem de lá.
De lá de onde vem rio.
Chuva de verão não faz frio.

Mas já é março que fecha o verão.
Chovendo ou não.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre musicas e livros.


   Hoje resolvi mudar minha playlist, não quero mais nenhuma musica que me faça lembrar você. Ou lembrar do tempo, dos momentos que passei com você. Já não basta ter que estar todos os dias no mesmo lugar em que você esteve e ficar te imaginando entrando pela porta, subindo as escadas, dando "Bom dia",
pedindo licença, rindo, escrevendo ou até mesmo cabisbaixo.
   Mudar a playlist é como mudar a trilha sonora da vida. Faz parte do desapego. Vai que um dia bate aquele perfume que lembre certa época e eu resolva ouvir as musicas antigas novamente? Elas não irão fazer tanto efeito quanto fariam agora, se continuasse ouvindo. Mas vão trazer um gostinho bom de nostalgia, e só.Talvez eu revire as nossas fotos também. Talvez eu ria bastante delas, ou então, até passe batido por alguma por ser espantosa demais.
   Mas agora sim! Estou pronta pra ouvir outras musicas, sentir outros cheiros e tirar outras fotos, e brevemente, lembrar de outras pessoas e outras épocas e gostos.
   É um ciclo. Como um livro preferido que você lê duas ou três vezes, e depois passa adiante e recomeça um novo livro, com outras histórias, outros personagens, outras emoções. Mas o preferido sempre terá seu lugar na estante. Talvez um dia esqueça a história e queira lembrar. Ou talvez não, porque ele pode estar emprestado com alguém que esqueceu de devolver, e seu lugar na estante estará sempre lá, até voltar.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Minha!


Humildemente, a poesia descobre os lençóis da minha timidez.
Fazendo de mim uma caixa aberta.
Despindo minhas ânsias, medos e alegrias com nitidez.
Não tão complexa, não tão descoberta.
Mais uma vez, humilde e sincera.
Vinda de dentro do peito.
É o que condiz ao meu respeito.
Uma carta sem destinatário.
Com envio temporário.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mentiras suficientes


Gente que mente sinceramente
Sinceridades metidas entre mentiras
Pessoas metidas as que mais mentem
Simplesmente, gente simples também mente.