segunda-feira, 10 de junho de 2013

Crise

Seja humilde
Seja amável 
Seja o caralho a quatro
Seja porra nenhuma
Seja o "x" da questão
Seja esperto
Seja bobo
Seja feliz
Seja quem diz
Seja o ajudante
Seja paciente
Seja viajante
Seja o que ser, não ligue pra quem não ver. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

10crição

Desinteresse, desespero, desapego.
Palavras que não merecem o valor da primeira sílaba. 10.
10anos
10dias
10notas
10vidas
10paixões
10ilusões
Número perfeito. Imperfeito para os três supostos sentimentos aflitos.
Número completo. Tais palavras passam frieza, pobreza de espírito.

terça-feira, 7 de maio de 2013

sou.


A emergência cura a dor pela agilidade.
Meias palavras não geram vontade.
Para mim, de você, só metade faz parte.
Enquanto o incompleto se faz proximidade.

Construindo o monólogo por querer.
O monossílabo tônico se desfaz no mal-me-quer.
Exclui o sou. Exclama os nós.
Entrelaçados, do fundo e bem alto.

Não sendo só. Mas só em conjunto.
Dois sós não é solidão.
Dois nós é multidão.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

To be continued..


    Meu ano começa hoje, como um Réveillon que é meu. Primeiro dos meus últimos 365 dias na menoridade. Serão aproveitados com sentimentos bons guardados na “caixinha do nada” que, por menor que seja, têm sempre um cantinho reservado para mais algum que de repente, apareça por ai para preenchê-la e esvaziá-la novamente.
    Para os próximos dias, espero que sejam de alegrias e tristezas. Que as alegrias sejam inquebrantáveis e que as tristezas sirvam de aprendizado e sejam rápidas e passageiras como o tempo.
    Quando falo que o tempo é passageiro, é porquê não o vi passar. Outro dia era filha unica, mimada, chata, emburrada –até hoje-, tudo pra mim. Hoje, divido meus orgulhos com mais duas lindas princesinhas. E isso me fez crescer nos últimos 3 anos. 
    Às amizades, só tenho a agradecer. As de longa data principalmente. Cresceram comigo, me ensinaram coisas certas e erradas e aprenderam comigo também, claro. Às novas, agradeço por se adequarem –ou não - ao meu jeito nervoso e estressado às vezes. E às que se afastaram, agradeço também de coração, vieram e fizeram sua parte. Trago aqui um pedacinho de cada um que cruzou o meu caminho. Vai ver, são vocês que tornam o meu “eu” assim.
    Sendo meio clichê, vou dizer que aproveitarei estes próximos 365 dias como se fossem os últimos da minha vida. E serão. Da minha vida de não-liberdade. Quem estiver lendo, pode até pensar que é crisezinha de adolescente, porquê realmente é. Pô! Quem nunca ficou ansioso pra fazer 18 anos? Cada um tem seus motivos. Mas enquanto estou aqui presa nos 17, vou aproveitar o máximo que der! Por ter a sensação que depois de lá  vou querer voltar.

"Hoje eu vou ver a vida, viver grandes amores
Mosaicos, malabares, perfumes, sabores
Saltar das cachoeiras, vestir um pano liso
Viver com o necessário e não mais que o preciso."
Forfun - Suave

To be continued in 12/04/2014

terça-feira, 9 de abril de 2013

Que se adeque.

Toma jeito, moleque!
Vê se não se esquece
Dos meus conselhos sem prece
Se não ajudar, entristece.

Toma jeito, moleque!
Olha o modo que escreve
Assim o português entra em greve
De tanto que enlouquece.

Toma jeito, moleque!
Um dia 'cê' vai lembrar
Que eu tentei ajudar
E talvez venha a mudar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pra não dizer que não falei das flores.


Rosas sendo colhidas dos jardins
Jardins descolorindo
Floriculturas coloridas
Por rosas e tulipas.

Março ou maio vem vindo
As floriculturas descolorindo.
O destino das flores é outro lugar
Um cantinho novo para alegrar.

Sim. Em março de todas,
Em maio especialmente das mães.
Rosas significando vaidade
E as tulipas.. Felicidade!

Felicidade estampada no sorriso
Sorriso de quem for privilegiada é o paraíso.
Paraíso para os românticos.
Para os que lembram desses dias específicos.

Nosso dia é todo dia.
E ninguém ousa contrariar.
Somos dona do mundo, a maioria.
Assim como as flores, só trazemos alegria.

Meninas, moças, mulheres, donas.
Margaridas, girassóis, rosas, beladonas.
Enfeitam qualquer lugar trazendo harmonia.

terça-feira, 5 de março de 2013

Das águas.


Chuva com cheiro de terra molhada
Que abre Março ensolarado
Fecha a tarde lavando a alma.

Da janela, o tempo.
Tempo bom, fiascos do céu azul
Entre as nuvens gotejando atento.

Chuva que um dia fez "tec".
Hoje faz poças d'água no asfalto
Poças com barquinhos de papel.
Cada um, com uma palavra do céu:
Amor, esperança, perseverança, paz.
Chuva que balança as árvores e medo não faz.

Ainda é dia.
Chuva da noite agoniza.
Trovões e relâmpagos disfarçam a brisa.
Brisa de quem vem de lá.
De lá de onde vem rio.
Chuva de verão não faz frio.

Mas já é março que fecha o verão.
Chovendo ou não.